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Neymar nem menos: o melhor e ponto.

 Por João Dannemann


Sei que posso ser execrado pela frase que virá a seguir, mas: Neymar é o melhor jogador de futebol do mundo hoje. Com todo respeito aos seus concorrentes, mas nem há concorrência. Se o prêmio vai de fato ao jogador que desempenha o melhor futebol no planeta, já poderia ser entregue ao brasileiro agora. A discussão, que vai além pois ainda consideram-se números, estatísticas e títulos coletivos, poderá ser aniquilada de vez caso ele dê o título inédito da Liga dos Campeões ao Paris Saint-Germain.

Com Messi e Cristiano Ronaldo praticamente fora da disputa - a não ser que a FIFA resolva pregar mais uma peça nos espectadores - Neymar nunca esteve tão perto de garantir a honraria ao seu currículo. Ele está a um polonês de distância de entrar para o seleto hall de gênios que já passaram pelo esporte mais popular do planeta. Digo isso pois Robert Lewandowski, atacante do Bayern de Munique, é a principal ameaça ao que pode ser a maior conquista individual da carreira do brasileiro. O polonês fez uma temporada assustadoramente eficaz.

Por que então o driblador tupiniquim deve ser escolhido sobre o matador polaco? A resposta é simples e já foi previamente explicitada no primeiro parágrafo deste mesmíssimo texto: "Neymar é o melhor jogador de futebol do mundo hoje". Vamos considerar apenas a qualidade individual do atleta que, ao meu ver, é o que deveria ter peso maior na escolha. Lewandowski é um artilheiro inato. Dentro da área, um dos atletas mais perigosos que já calçaram um par de chuteiras. Ele fede a gols. É a peça central e mais fundamental do sucesso absoluto do clube bávaro na temporada. São 55 tentos em 46 jogos.

Porém, façamos uma experiência e tiremos os gols de Lewandowski. Sobram poucos artefatos. É um jogador fora do comum, sem dúvidas. Habilidoso, inteligente, mas não o melhor do mundo. Os gols então o transformam em um melhor jogador do que Neymar? Jamais. O brasileiro, cada vez mais maduro, também sabe muito bem afundar a bola no barbante, mas tem mais. Ele está entre os melhores garçons do mundo, contrariando a velha máxima de que é individualista. Um criador criativo, com o perdão da redundância. A habilidade de dominar quase todos os aspectos ofensivos do jogo o faz melhor do que qualquer outro no presente. Ter Neymar no elenco é uma certeza praticamente absoluta de jogadas geniais, não importa o que os farândolas odiadores do bom futebol cuspam na gente. 

Mas não é apenas a qualidade pessoal que está em jogo. O sempre irrefutável destino quis que os dois principais candidatos ao prêmio, Neymar e Lewandowski, se enfrentassem na finalíssima do campeonato de clubes mais importante do planeta: a Liga dos Campeões. O sucesso inegável de qualquer clube histórico do Velho Continente passa por esta conquista. O vencedor, assim como o desempenho final no domingo (23), podem determinar quem vai ser eleito melhor jogador do mundo. 

O problema é que Neymar é uma pessoa muito fácil de se odiar, com todas as asneiras já ditas e feitas com todas as cenas em campo, os exageros, as malandragens. Talvez por isso ele não leve o devido crédito ao fenomenal talento com a bola nos pés. Merecidamente? É discutível. Mas, infelizmente aos que o odeiam, o título de melhor do mundo não é para a pessoa e sim para o jogador. Aqui, os especialistas votantes devem separar o eu-pessoa do eu-atleta, sem escapatória. Irão. 

E entendam meu ponto com toda essa falatória. Lewandowski não é um jogador ruim e não é que ele não mereça. Mas, novamente, é bem simples, aos perspicazes admiradores do bom futebol: Neymar é melhor e merece mais. E isso não devia depender de um título coletivo para ser uma verdade. Deveria ser uma verdade pelo simples fato de ser. O futebol não é lógico, mas é muito claro. Aqui descanso meu caso, sem moicano, mas completamente on

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