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Entenda como a mesma Austrália que venceu dos Estados Unidos teve dificuldades de vencer de Senegal

Por João Dannemann

Joe Ingles (Austrália) sendo defendido pelo senegalês Youssou Ndaye durante a partida. (Foto: NBA.com).

Com uma vitória histórica sobre os Estados Unidos no espelho retrovisor e uma medalha de mundial teoricamente no horizonte, a Austrália precisava bater Senegal para fincar seu espaço como uma legítima ameaça na Copa do Mundo de Basquete. Afinal de contas, os africanos são o time que foi massacrado pela Lituânia apenas dois dias antes.

Enquanto o craque Joe Ingles foi brilhante mais uma vez, com 17 pontos, 10 rebotes e nove assistências, e Patty Mills, de novo, veio para a festa com 22 pontos, alguma coisa estava claramente fora do lugar para os australianos. Eles iriam ganhar a partida, mas poderia ser a sua última vitória na Copa do Mundo se eles não apertarem os parafusos. Vamos dar uma olhada no que deu errado.

COMPLACÊNCIA

Crescer complacente é da natureza humana, mas nem tudo que vem naturalmente é algo bom. Parecia ser um clássico (e severo) caso de jogar sem força total contra um adversário inferior. A Austrália simplesmente não estava ligada no jogo. 

Tinha pouquíssimo propósito no jeito que eles se moviam em quadra, passavam a bola e pegavam rebotes, enquanto eram constantemente apertados por um time inferior sem nada a perder.

ALTURA, ATLETICISMO E VONTADE DOS SENEGALESES

Os atletas de Senegal podem não ser os mais completos tecnicamente, mas eles foram massivamente superiores atleticamente e energeticamente contra os australianos adormecidos. Isso foi um choque real para os Boomers (um time raramente tido como muito atlético, diga-se de passagem) e eles precisaram de três quartos e meio para se recuperar.

Senegal jogou bem nas linhas de passe, esmagaram todos os rebotes como se suas vidas dependessem daquilo e forçaram erro australiano após erro australiano, sem parar.

E falando de erros...

TURNOVERS

A Austrália foi chocantemente displicente com a bola, acumulando nove turnovers no intervalo de jogo e 16 na partida inteira. Matthew Dellavedova foi culpado pelos dois erros mais brutais, tentando um passe forçado para Andrew Bogut com poucos minutos faltando para o fim do segundo quarto, ao invés de tentar um arremesso de melhor porcentagem, depois jogando a bola com pouco cuidado nos pés de Aron Baynes, mandando a bola para fora da quadra.

Se os australianos desperdiçarem suas posses com essa frequência contra times de melhor transição ofensiva no torneio, eles se verão num avião de volta para a Oceania muito antes do que esperam.

REBOTES OFENSIVOS

Quando os turnovers não estavam matando os Boomers, os rebotes ofensivos estavam. A Austrália cedeu oito no primeiro tempo do jogo e os ágeis senegaleses acumularam 13 ao fim do jogo. Dizem que todo mundo merece uma segunda chance, mas os australianos darem 13 delas foi generosidade em excesso. 

Se não fosse os aproveitamentos pífios dos senegaleses, de 38% em arremessos totais e 23,8% da linha de três pontos, os australianos teriam virado fumaça.

Patty Mills, armador australiano, foi o cestinha da partida com 22 pontos. (Foto: NBA.com).










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