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Presidente da Comissão de Arbitragem detalha números do VAR, no Brasileirão

Por: Marcelo Noia

Leonardo Gaciba se tornou Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem em 2019 (Foto: Laís Torres/ CBF)

Na tarde desta segunda-feira (19), diversos árbitros compareceram a sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para uma reunião no auditório da entidade, onde o Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Leonardo Gaciba, apresentou dados do árbitro de vídeo (VAR) e esclareceu dúvidas sobre a utilização da tecnologia.

Segundo os dados apresentados por Gaciba, foram analisados 139 jogos, onde foram feitas 764 checagens e 87 revisões, o que gera uma média de, aproximadamente, 6,12 lances por partida. Dentre esses casos, em 90% das situações, o árbitro de vídeo concordou com a decisão marcada no campo.

Ainda segundo os dados apresentados, a média de checagens por jogo é de 5,50 e o maior número foi referente a marcação ou não de gol: 385, o que representa 50,4% das 764 vezes em que os lances foram checados. Na sequência estão as checagens de pênaltis, 255 (33,4%), cartões vermelhos, 116 (15,2%) e erros de identidade, oito (1%).

Com relação as 87 revisões, a ordem se altera: em 44 oportunidades (50,6%) foram revisados lances de pênalti, 31 vezes foram revisados situações para validar ou não gols (35,6%), além de outras nove (10,3%) por cartões vermelhos e três (3,4%) por erros de identidade. Ao todo, diante das 87 oportunidades, os árbitros mudaram suas decisões em 69 vezes, o que corresponde a 78% do total.

Gaciba ilustrou diversos números ligados ao uso do árbitro de vídeo no futebol brasileiro (Foto: Sérgio Rangel)
Gaciba também comparou o tempo médio de impacto do VAR no Brasileirão com outras competições. No Campeonato Brasileiro, os árbitros utilizam, em média, um minuto e 54 segundos. O número é menor se comparado com a Copa América (2019), dois minutos e 35 segundos, mas não supera as marcas da Champions League (2018), um minuto e 30 segundos, e da Copa do Mundo (2018), com um minuto e 21 segundos.

Além disso, o Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem mostrou que o índice de acertos em situações de pênaltis cresceu bastante: sem a ferramenta o número era de 68,23%, entretanto, a porcentagem aumentou para 91,76%, sendo 27 erros corrigidos. 

No geral, as decisões capitais (gols, expulsões, erro de identificação e pênaltis) também foram beneficiadas: sem o VAR o número era de 77,4%, enquanto com o VAR, a média chegou aos 98%. Para ilustrar esse exemplo, Gaciba também levou números: até a 14ª rodada de 2018, haviam ocorrido 88 erros protocolares, já em 2019, o número caiu para somente 10.

O atual representante da arbitragem brasileira também divulgou áudio das conversas entre os juízes e explicou como os procedimentos acontecem para tentar sanar questionamentos sobre o uso do VAR. A apresentação também serviu para divulgar a Campanha de Respeito ao Árbitro, realizada pela própria CBF.

Mudanças

Diferentemente do que ocorria nas transmissões da competição, a partir da primeira rodada do segundo turno, os telespectadores terão acessos aos lances que estarão sendo observados pelos árbitros no momento da revisão. Com relação aos estádios, a entidade ainda estuda as questões logísticas para poder realizar o mesmo.

Um comentário:

  1. Mesmo com erros as vantagens são grandes, agora é aprimorar 👏👏👏

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