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Copa América: Contraste entre a renovação argentina e venezuelana é colocada em cheque

No último duelo entre as equipes, os venezuelanos ganharam por 3x1 (Foto: Maxi Failla)

Nesta sexta-feira (28), venezuelanos e argentinos medirão forças no Maracanã, às 16h (de Brasília). A partida é válida pelas quartas de final da Copa América e marca o encontro de uma das maiores freguesias sul-americanas: em 24 partidas, são 20 triunfos da Argentina, além de dois empates e duas vitórias da Venezuela - uma em 2011, pelas eliminatórias, e outra em 2019, em amistoso.

Pela competição, já foram disputados cinco duelos e todos foram ganhos pelos hermanos. Contudo, a campanha da Venezuela, nessa edição, é melhor. A equipe comandada por Rafael Dudamel, venceu a Bolívia na última rodada e empatou contra Brasil e Peru. Já o time de Lionel Scaloni foi derrotado pela Colômbia, empatou contra o Paraguai e venceu apenas o Catar.

Para essa Copa América, a renovação da La Vinotinto teve sequência e no confronto derradeiro contra os bolivianos, por exemplo, o time titular tinha média de, aproximadamente, 25 anos. Com uma das maiores renovações do futebol do continente Sul-Americano e uma das melhores da história da seleção, a Venezuela também mantém uma invencibilidade de sete jogos oficiais sem derrotas, um feito histórico para o futebol local.

Jovens venezuelanos lamentaram muito a derrota na final do Mundial Sub-20, em 2017, contra a Inglaterra (Foto: Foto: AP Photo/Lee Jin-man)

Além disso, em 2017, o próprio Dudamel treinava a seleção sub-20 do país e levou a Venezuela ao vice-campeonato da Copa do Mundo desta categoria. Na campanha, os venezuelanos passaram por equipes como a Alemanha e o Uruguai, perdendo apenas para a Inglaterra na final. Do elenco que ficou com a segunda posição no Mundial Sub-20, seis atletas estão disputando a competição continental: Joel Graterol, Wuilker Faríñez, Ronald Hernández, Yangel Herrera, Adalberto Peñaranda e Yeferson Soteldo.

Pelo outro lado, a renovação da Argentina vem sendo marcada por diversas polêmicas e crises. Dos jogadores que foram vice-campeões na Copa do Mundo de 2014, apenas Messi, Agüero e Di María permaneceram na seleção. Com relação aos outros dois vice-campeonatos, Copa América de 2015 e 2016, somente Otamendi e Roberto Pereyra, além dos três já citados, foram convocados para a edição atual.

Em meio a oxigenação no elenco argentino, a campanha no Mundial de 2018 também foi bastante polêmica. Possíveis discussões entre Jorge Sampaoli e alguns atletas eram noticiadas com frequência durante o período dos hermanos na Rússia.

Na competição que vem sendo disputada no Brasil, Lionel Scaloni, que fez sua estreia como profissional contra a Colômbia, apenas reflete a bagunça que vem sendo a seleção argentina. Em nenhuma das três partidas, Scaloni repetiu a mesma escalação e evidencia que mesmo no meio da competição, os hermanos ainda não possuem os 11 titulares definidos.

Para o duelo das quartas de final, a Venezuela terá a seu favor uma invencibilidade de três jogos sem derrotas para os argentinos, feito inédito na história do confronto. Sem contar o triunfo no amistoso disputado em março, quando os venezuelanos ganharam por 3x1, a vitória pelo placar mínimo, em 2011, encerrou uma sequência de 18 vitórias seguidas da Argentina.

Prováveis escalações

Argentina: Armani; Foyth, Pezzella, Otamendi e Tagliafico; Paredes, De Paul e Acuña; Messi, Agüero e Lautaro Martínez; Técnico: Lionel Scaloni

Venezuela: Wuilker Faríñez; Ronald Hernández, Jhon Chancellor, Mikel Villanueva e Roberto Rosales; Júnior Moreno, Jefferson Savarino, Yangel Herrera, Tomás Rincón, Darwin Machís; Salomón Rondón; Técnico:

Ficha Técnica

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Horário: 16h (de Brasília)
Data: 28 de junho de 2019
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Assistentes: John León (COL) e Wilmar Navarro (COL)
VAR: Andres Rojas (COL)

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