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Futebol Feminino e a sua consolidação como esporte

No duelo entre Juve e Fiorentina, a "Curva Sud", torcida organizada do time BiancoNero, compareceu em grande número (Foto: Getty Images)
As conquistas das mulheres dentro e fora dos gramados no mundo do futebol prometem ser o ponto alto de 2019. Em termos nacionais, a formação das equipes femininas e a candidatura para ser sede da Copa do Mundo de 2023, são os principais temas. Já na Europa, os grandes públicos, assim como o sucesso inicial da Copa do Mundo da França, marcaram esse início de ano.

No Velho Continente, Juventus e Fiorentina levaram 39 mil pessoas ao Allianz Stadium e quebraram o recorde de público da categoria na Itália - a marca anterior era de, aproximadamente, 14 mil torcedores nas semifinais da Champions League de 2008. Além disso, segundo a Sky, emissora que transmitiu o jogo no país, foram 342.628 espectadores, em média, ao longo do jogo. A partida também marcou a primeira vez que a equipe feminina atuou no estádio.

Ao oeste da Itália, mais precisamente na cidade de Madrid, o duelo entre Atlético e Barcelona trouxe o maior público da história do futebol de clubes femininos: mais de 60 mil torcedores. A partida foi disputada no Wanda Metropolitano e quebrou um recorde que perdurava há quase 100 anos, quando o Goodison Park, em 1920, recebeu 53 mil pessoas. Ainda na Espanha, o time Colchonero também esteve presente em outro grande espetáculo, quando enfrentou o Athletic Bilbao, no San Mamés, diante de 48.121 espectadores.


O Wanda Metropolitano foi o palco do jogo histórico (Foto: Getty Images)
Ainda na Europa, a França sediará a nona edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino e já vem obtendo resultados positivos fora dos gramados. Após o início das vendas de ingressos, todos os bilhetes para o jogo de abertura, para as semifinais, além da grande final, já foram comprados pelos torcedores.

Já no Brasil, a confirmação de que a Rede Globo transmitirá, pela primeira vez, os jogos da Seleção Brasileira na competição foi uma importante conquista da categoria. Os demais jogos serão conduzidos pelo SporTV. Outro ponto de destaque foi a candidatura do país para ser sede dessa mesma competição, em 2023 - contando com o Brasil, foram nove nações interessadas, o maior número desde 1991, quando o torneio passou a ser disputado.


Para a disputa da Copa, a Seleção Feminina terá uniforme exclusivo pela primeira vez na história (Foto: Nike/ Reprodução)
Além dessas questões, neste ano, a nova medida exigida pelo Licenciamento de Clubes  da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) obrigou que os 20 participantes da Série A do Brasileirão criassem equipes femininas, tanto profissionais quanto de base. Com essa ação, que também foi adotada pela Conmebol, os times que não aderissem a essa medida, poderiam não participar de competições que necessitassem do cumprimento dessa regra do Licenciamento como, por exemplo, o Brasileirão, a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana.

Por fim, em relação ao Brasileirão Feminino, a CBF anunciou que vai custear despesas, como passagens ou aluguel de ônibus aos visitantes para distâncias de até 500 km da sede. Passagens aéreas para distâncias superiores a 500 km, hospedagem e alimentação também estarão inclusos. A entidade também promete fornecer uma ajuda de custo de até R$ 5 mil para equipes visitantes e de até R$ 10 mil para os times mandantes, para o pagamento de taxas de arbitragem, ambulâncias, gandulas e exames anti-doping.

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