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Entenda o porquê LeBron James é o pior e Nikola Jokic é o melhor companheiro de time da NBA

A apatia frustrante de LeBron James é o maior reflexo de um Lakers decepcionante. (Foto: Getty Images).

O jogador mais renomado da NBA na atualidade e um dos melhores da história do esporte, LeBron James, vem dando o que falar ultimamente. Tudo porque ele deixou o Cleveland Cavaliers na pré-temporada para se juntar ao multicampeão Los Angeles Lakers, com expectativas tremendas em levar o time de volta ao caminho de glórias, porém essa realidade está ficando cada vez mais distante.

O Lakers perdeu 7 dos últimos dez jogos e vem numa sequência de três derrotas consecutivas. Já são 34 derrotas e apenas 30 vitórias na temporada, além de uma amarga décima posição no Oeste. Se a temporada acabasse hoje, LeBron estaria de fora dos playoffs pela primeira vez desde 2005. Mas agora entenda o porquê dessa crise na parte amarela do Staples Center.

Sem dúvida alguma o Rei se acostumou com o topo. Podemos até dizer que ele se acomodou com o topo. O LeBron de 2018-19 está tendo que passar por novas dificuldades e desafios, numa nova franquia, ao lado de jovens jogadores e alguns outros veteranos rodados. Acontece que claramente não era o que ele queria ao mudar-se para Los Angeles. Aos 33 anos, LeBron não quer mais brigar por MVPs e outros prêmios individuais. Ele quer um bom elenco que possa disputar um novo título, para o deixar cada vez mais alto na briga pela alcunha de melhor jogador da história.

A falta de vontade de LeBron nos jogos dos Lakers já está mais que escancarada para quem o assiste na NBA. (Foto: Getty Images).

Acontece que, ele não tem isso nos Lakers hoje. Porém, ao invés de agir como o veterano de mais de 15 anos na NBA que ele é, tomar a frente, impulsionar os seus companheiros a quererem mais, LeBron vem demonstrando uma apatia fora do normal. Suas últimas atuações deixam claro a tamanha insatisfação que ele tem em estar ali. O seu quase nulo esforço defensivo ficou escancarado ontem (4/3), contra os Clippers, quando o seu companheiro de time, o segundanista Kyle Kuzma, precisou empurrar LeBron James para que ele fosse defender um arremesso adversário. Inclusive, os próprios adversários estão facilmente desconcentrando o experiente atleta nos confrontos, tamanha a sua instabilidade emocional em quadra.

Não bastasse a falta de esforço, James ainda quer mandar. Mas não de uma boa maneira, incentivando os seus colegas de time a melhorias. Não. LeBron está num constante estado de soberba intocável e absoluta vestindo a camisa mais vencedora de Los Angeles. Isso fica mais que claro com todas as constantes especulações de trocas que ele quer fazer. Mandar seus companheiros de time embora para montar um time do jeito que lhe apetece não é liderança. James já fez isso em outras vezes e o tiro também saiu pela culatra.

Enquanto ele agir infantilmente e não se entregar, enquanto ele for esse péssimo companheiro de time, enquanto ele não tiver o instinto coletivo necessário num esporte onde não se joga sozinho, ele jamais alcançará o patamar de Jordan.

Jokic efetuando um passe durante jogo contra o Kings. A visão de jogo e a coletividade são as principais armas do jovem pivô. (Foto: Getty Images).

Por outro lado, ainda na conferência Oeste porém em Denver, vemos a ascensão de uma nova superestrela que promete dar o que falar no mundo do basquete pelos próximos anos: Nikola Jokic. Inclusive, o que vem surpreendendo no pivô sérvio é justamente o oposto do que decepciona em LeBron. Jokic é o melhor companheiro de time da NBA.

O estilo tranquilo e calmo de jogar já diz por si só, mas não é apenas isso. O Joker, como é apelidado, é um líder invejável para a franquia dos Nuggets. Ele não só está evoluindo como atleta, mas ele faz todos que estão ao seu redor jogarem como superestrelas. Quem imaginou, no início do ano, que esse time do Denver Nuggets, sem grandes nomes, chegaria a essa altura da temporada com a quarta melhor campanha da liga?

O fato de Jokic ser um dos melhores armadores da NBA, sem nem ser armador já diz muita coisa. O pivô tem média de 7,6 assistências por jogo e está entre os melhores da liga no fundamento. Lembrando: ele é pivô. Muito por causa de Jokic e sua tremenda capacidade de jogar coletivamente, cinco jogadores dos Nuggets (além dele) estão com média superior a dez pontos por jogo na temporada: Jamal Murray, Gary Harris, Will Barton, Monte Morris e Paul Millsap.

O retrato de um Nuggets em sintonia. Jokic e Michael Malone se aplaudem mutuamente durante duelo contra o Oklahoma City Thunder. (Foto: Getty Images).

O que se está em questão é a facilidade de jogar com um atleta tão caridoso em quadra. Jokic não tem vergonha em deixar de pontuar para entregar a bola ao companheiro mais livre. Inclusive, esteja livre. Se você estiver livre, ele vai te achar e vai te deixar na cara da cesta. Ele faz os seus companheiros serem melhores do que realmente são. Muitos deles não tinham nomes nem reconhecidos na NBA e hoje são peças fundamentais num excelente time , com um esquema que circunda em volta do melhor companheiro de time da liga.

Além disso, também devemos exaltar o lado de fora das quadras. O treinador dos Nuggets, Michael Malone, faz um trabalho incrível com a equipe e ele próprio admite que, montar um esquema ao redor de um jogador solidário é muito mais fácil do que com um atleta que não se entrega pela equipe. Por isso, o pivô sérvio de 24 anos merece, sem dúvidas, a alcunha de melhor jogador coletivo da NBA.


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