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Arame liso

Equipe uruguaia comemorou muito o gol que garantiu o triunfo na Fonte Nova (Foto: Arisson Marinho/ AFP)
Em mais um jogo decepcionante para a torcida tricolor, o Bahia sofreu a segunda derrota no ano, a primeira com o time principal. O Liverpool surpreendeu os mais de 16 mil torcedores presentes, abrindo o placar faltando 10 minutos para o fim da partida.

Diferentemente do Ba-Vi, o Bahia não teve um tempo de destaque e mesmo com o domínio do jogo, sem sofrer riscos, o tricolor não fez uma boa partida. Apesar de cercar a área dos uruguaios desde os minutos iniciais, poucas foram as reais chances de gols que o time de Enderson Moreira teve. O grande número de finalizações, muitas sem levar perigo, mais uma vez castigou o tricolor que foi punido com uma das máximas do futebol: quem não faz, toma. Segundo o Footsats, foram 28 arremates, sendo apenas seis no alvo. Enquanto isso, o Liverpool acertou duas no alvo em quatro tentativas.

Do outro lado, a marcação dos uruguaios, que defendiam em uma linha de cinco, gerou dois grandes problemas no Esquadrão: a falta de paciência e a falta de criatividade, pontos semelhantes ao segundo tempo do Ba-Vi. Sem conseguir infiltrar, a solução do Bahia foi previsível: empilhar bolas na área, facilitando a marcação dos visitantes. Ao todo, foram 9 cruzamentos certos em 47 tentativas. Além disso, diversos chutes de longa distância foram tentados de forma precipitada e ineficaz.

Outro número que ilustra essa atuação abaixo do time tricolor é facilmente identificável ao rever as chances da equipe: dos 28 arremates dos mandantes, apenas três levaram perigo em jogadas pelo chão. A primeira oportunidade esteve nos pés de Gregore, que puxou o contra-ataque, tabelou com Arthur, mas finalizou em cima do goleiro Bava; a segunda ocorreu após passe de Gregore e uma bom arremate de Gilberto, que obrigou o arqueiro uruguaio a fazer uma boa defesa; por fim, Douglas recebeu sozinho um passe na área, mas furou e desperdiçou a chance.

O gol sofrido pelo Esquadrão, assim como no clássico do último domingo, surgiu de um lance isolado e foi fruto de uma desatenção defensiva. Aproveitando uma rápida cobrança de falta, Juan Ramírez infiltrou no meio de três defensores da equipe tricolor e cabeceou forte para abrir o placar na Fonte Nova. 

Após o gol do Liverpool, a partida tomou o mesmo rumo do domingo, depois do golaço de Matheus Rocha. As vaias da torcida surgiram, a falta de concentração e uma determinada afobação por parte dos jogadores ficou evidente, além da incapacidade de jogar por dentro e infiltrar na área do adversário.

Opções individuais

Com a presença de Shaylon no lado esquerdo, Guilherme centralizado e Arthur pela direita, na linha de três meias,  a maioria das ações ofensivas do time ocorriam com a dobradinha Arthur-Nino, dois jogadores mais agudos pelos lados. Em contrapartida à Arthur, Shaylon optava por uma movimentação mais pelo centro, devido a sua posição de origem, e não dava tantas opções pelo lado para Moisés, que apesar de dar profundida no ataque, não teve um parceiro tão incisivo nas pontas.
Bahia concentrou suas ações pelo lado direito do campo (Foto: App Footsats Premium)

A primeira alteração de Enderson foi colocar Fernandão em campo no lugar de Guilherme e, novamente,  o centroavante do Bahia não foi bem. Demonstrando falta de ritmo e com limitações na movimentação, o camisa 20 pouco tocou na bola e não contribuiu no andamento do jogo, nem mesmo na bola aérea, uma das principais características do atacante - consequência também do elevado número de cruzamentos errados da equipe mandante.


Com a saída de Guilherme, que apesar de não ter um bom desempenho era quem tentava articular as jogadas, o Bahia perdeu na criação e na bola parada. Cinco minutos depois, Shaylon, outro articulador tricolor, sentiu uma lesão e deu lugar a Rogério, deixando o Esquadrão com quatro atacantes e sem alguém para pensar o jogo. Moisés também pediu substituição e deu lugar a Paulinho.

Se a criatividade não vinha sendo um ponto alto da equipe na partida, com as alterações  o time piorou e ficou ainda mais refém de jogadas pelos lados do campo, priorizando sempre o famigerado chuveirinho. Ainda segundo o Footsats, dos 38 cruzamentos errados do Bahia, 21 foram nos 30 minutos finais.


O número elevado de bolas na área evidenciou a atuação abaixo do Bahia (Foto: App Footstats Premium)

Apesar dos erros, o destaque positivo da equipe foi a incessante troca de posições entre Douglas e Gregore. A dupla de volantes se alternava e enquanto um subia para apoiar o ataque, o outro permanecia mais preso e dava uma proteção a mais para o sistema defensivo.


Assim como no Ba-Vi, faltou paciência e criatividade na etapa final. Em mais uma partida, o Bahia ficou devendo um resultado melhor para o seu torcedor que compareceu, novamente, em bom público a Fonte Nova.

Confiram os melhores momentos abaixo:

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